Tori1
Segundo os mitos do Shintoísmo, os deuses criaram o Japão e
o seu povo. Até os meados do ano 1900, os japoneses adoravam
o imperador, como um descendente direto de
Amaterasu-Omi-kami, a deusa do sol e mais importante
divindade da religião. Em 1868, o governo japonês, instituiu
o Shintoísmo como religião oficial do país. Porém, depois da
derrota japonesa na II Guerra Mundial (1939-1945), o
imperador Hiroíto renunciou ao caráter divino atribuído à
realeza, e a nova Constituição do país passou a defender a
liberdade de religião. Contudo, 90% da população japonesa é
xintoísta, e os que pertencem a outra religião, permanecem
oferecendo sacrifícios devocionais aos deuses e celebrando
suas cerimônias e rituais.
O símbolo dos santuários shintoístas o Tori representa a
divisão entre o mundo comum e o mundo divino. É a porta de
entrada, feita de madeira, sem qualquer telhado ou muros
anexados formada por duas colunas ligadas por duas vigas; as
colunas representam os alicerces que sustentam o céu,
enquanto que as vigas simbolizam a terra
Jardim Japonês2
Um espaço livre do estresse, onde é possível sentir a paz,
meditar e contemplar o espetáculo proporcionado pela
natureza. Assim é o jardim japonês, cuja origem data do
século XIV, seu surgimento está relacionado à necessidade de
criar espaços especiais onde os monges zen-budistas, saídos
da China para o Japão, pudessem fazer suas orações e
meditações.
O jardim japonês possui um ar espiritual onde reina a
harmonia e, quem entra nesta atmosfera tem a nítida
impressão de estar num templo de meditação. A
espiritualidade está por toda parte, seus elementos
indispensáveis representam a vida, proporcionando sensações
de paz e tranqüilidade.
Os jardins fornecem o equilíbrio para a mente dos japoneses
que procuram a paz e a tranqüilidade, geralmente são
formados por contrastes como liso e áspero, horizontal e
vertical, isso porque acreditam que estes contrastes
estimulam a mente a encontrar seu próprio caminho a
perfeição.
Os aspectos visuais como a textura e as cores, em um jardim
oriental são menos importantes do que os elementos
filosóficos, religiosos e simbólicos. Estes elementos
incluem a água, as pedras, as plantas e variados acessórios.
Vejamos a seguir a composição básica de um jardim japonês:
Lanterna de pedra (TORO) – Seu significado é a iluminação da
mente de quem percorre o jardim, induzindo-nos à
concentração. Os pontos de luz são estrategicamente
distribuídos para não ofuscarem a visão. Todas as lanternas
têm os mesmos elementos básicos: telhado grande, um
compartimento aberto e três ou quatro pernas, a simplicidade
fica por conta da textura rústica da pedra.
Dizem que, originalmente, elas eram usadas para iluminar as
entradas dos templos para os cerimoniais do chá feito às
escondidas de noite.
Lago com carpas (KOI) – A água representa a vida, enquanto
que as carpas são símbolo de fertilidade e prosperidade. Seu
colorido adiciona movimento ao jardim, ou seja, são a
representação das flores vivas – as flores não são
utilizadas nos jardins japoneses, pois se transformam
rapidamente. A carpa é considerado o peixe “rei do rio” e é
respeitado pela sua habilidade para nadar rio acima e pela
sua determinação em superar obstáculos.
Fonte (TSUKUBAI) – Quando o elemento água não existe no
jardim japonês, sua representação é feita por desenhos em
pedriscos ou ainda por uma espécie de cuba com água (tsukubai),
originário das cerimônias do chá, que representa o ritual
simbólico de lavar as mãos para purificar-se antes da
meditação no jardim.
Cascata com pedras – O centro do jardim. Além de oxigenar a
água, a cascata significa a continuidade da vida. E, como a
vida, ela segue um ciclo representado pela intensidade da
água, ou seja, desde as ondas até um simples murmúrio de
água correndo é a simbologia da mudança que ocorre em nossas
vidas. O fluxo da água simboliza o nascimento, o crescimento
e a morte.
As posições das pedras, geralmente em números ímpares, são
uma analogia da formação do homem e a sociedade: a princípio
estamos sós, depois em grupo (como pai, mãe e descendentes).
A pedra colocada em posição vertical representa o pai, e na
horizontal a mãe. As outras pedras simbolizam os
descendentes, sendo estas distribuídas em torno do lago.
Caminho ou trilha (TOBI ISHI), Ponte (TAIKO BASHI) – Uma
ponte ou um caminho dentro do jardim, representa a evolução
para um nível superior em termos de engrandecimento,
amadurecimento e auto-conhecimento, enquanto a flexibilidade
do bambu, conduz a capacidade de adaptação e mudança.
Bambu – O bambu participa freqüentemente da idéia taoísta
segundo a qual se deve ceder a situações ou condições
externas, para melhor triunfarmos na vida. Seus galhos são
amarrados de forma que a planta cresça se curvando para o
lago, como em reverência e respeito àquele que aprecia o
jardim. É a imagem do bambu, que resiste a verga sob o
rancor da tempestade, para em seguida voltar e erguer-se e
aparecer novamente em todo seu esplendor. A eles são
amarrados também sinos do vento e os macacos de cerâmica que
trazem o som da natureza e a felicidade.
Plantas e arbustos – Os arbustos com formatos (topiaria)
garantem um efeito de escultura ao jardim e, para a cultura
japonesa o paisagismo é uma das formas mais elevadas de
arte, pois consegue expressar a essência da natureza em um
limitado espaço.
Como cada elemento do jardim japonês tem seu significado, as
flores não são usadas – vide item sobre as carpas – chegaram
até mesmo a ser consideradas sinais de frivolidade devido a
sua rápida transformação. Enquanto isso, as árvores e
arbustos representam o silêncio e a eternidade. As mais
utilizadas são a sakura (flor de cerejeira), o momiji (acer)
e a sazanka (camélias).
A flor de cerejeira tem um significado especial: é conhecida
como a flor da felicidade. A sua floração é comemorada no
Hanami, nos meses de março e abril. É o momento de sair da
introspecção do inverno e se abrir para o mundo, florescer o
espírito e festejar.
Ao contrário do festejo e da alegria que o Hanami
proporciona - o florescimento do sakura - a visão da queda
das folhas do momiji, acer vermelho, revela um aspecto
melancólico e reflexivo da personalidade japonesa. Para eles
apreciar as cores da queda é tão importante quanto as do
florescimento.
Tais princípios, aqui relacionados, nos ajudam a compreender
melhor os aspectos de um jardim japonês. Obviamente não
querem dizer uma só coisa, pois podem ter significados
correlativos ao mesmo tempo. Um princípio está ligado a
outro, o sentido se faz através do conjunto: assimetria,
maturidade, simplicidade, naturalidade, sugestivo,
transcendência do convencional e serenidade, estas são as
bases que norteiam os projetos dos jardins japoneses, não
esquecendo, é claro, do eterno e espírito.
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Cerimôna do Chá3
A cerimônia do chá, ou chanoyu, é um passatempo singular do
Japão, que se caracteriza pelo modo de servir e tomar a
matcha, um chá verde em pó. Embora o chá tenha sido
introduzido no Japão pela China por volta do século VIII, o
matcha só chegou ao país no final do século XII. O hábito de
se fazer reuniões sociais para tomar o matcha espalhou-se
entre a classe alta a partir do século XIV. Pouco a pouco, a
apreciação de pinturas e artes da China foi-se tornando um
dos propósitos principais dessas reuniões, que ocorriam em
um shoin (estúdio), numa atmosfera serena.
Sob a influência das formalidades e modos que regulavam a
vida diária dos samurais, que eram então a classe dominante
na sociedade japonesa, desenvolveram-se certas regras e
procedimentos que deviam ser seguidos pelos participantes
dessas festas do chá. Essa foi a origem da cerimônia do chá.
A forma da chanoyu, que é praticada hoje em dia, foi
estabelecida na segunda metade do século XVI, durante o
período Momoyama, pelo mestre-do-chá Sen do Rikyu.
O chanoyu implica mais coisas do que apenas desfrutar de uma
xícara de chá de um modo estilizado. A cerimônia
desenvolveu-se sob a influência do Zen-budismo, sendo seu
objetivo, em termos simples, a purificação da alma através
da unificação com a natureza. O verdadeiro espírito da
cerimônia do chá tem sido descrito com termos tais como
calma, rusticidade e a graça da simplicidade austera e da
pobreza refinada". Os cânones estritos da etiqueta da
chanoyu, que à primeira vista podem parecer opressivos e
meticulosos, são de fato calculados cuidadosamente, para se
obter a economia de movimentos mais alta possível. Quando
realizado por um mestre experiente, são deliciosos de se
observar.
A chanoyu tem desempenhado um importante papel na vida
artística do povo japonês. Como atividade estética, a
cerimônia do chá implica a apreciação do aposento em que é
realizada, do jardim anexo ao aposento, dos utensílios
usados para servir o chá e da decoração do ambiente, como um
rolo de papel suspenso ou um arranjo de flores. A
arquitetura japonesa, a jardinagem paisagística, as
cerâmicas e arranjos de flores, tudo isso tem muito a ver
com a cerimônia do chá. Foi o espírito do chanoyu, que
representa a beleza da simplicidade estudada e da harmonia
com a natureza, que moldou a base das formas tradicionais da
cultura japonesa. Além disso, o tipo de formalidades,
observado na cerimônia do chá, tem influenciado, de maneira
fundamental, os modos dos japoneses.
Após a morte de Sem no Rikyu em 1591, seus ensinamentos
foram passados de geração em geração por seus descendentes e
discípulos. Formaram-se escolas diferentes que continuam
ativas até os dias de hoje. Entre essas, a Escola Urasenke é
a mais ativa e a que tem maior número de seguidores. Essas
escolas diferem umas das outras nos detalhes de suas regras,
mas conservam a essência da cerimônia, que o grande mestre
desenvolveu. Essa essência continua inalterada até hoje em
dia, e o respeito pelo fundador é um dos elementos que todas
as escolas têm um comum.
Superstições Japonesas4
Cada país tem suas próprias crenças e costumes. A variação
dessas crenças é um fator curioso e interessante, que merece
nossa atenção. Vamos dar uma olhada em algumas delas:
* O número quatro é talvez uma das superstições japonesas
mais populares. Devido a sua pronúncia (SHI) ser a mesma da
palavra morte (SHI) é muito comum encontrar edificações que
não possuem o quarto andar. Outro costume muito comum é o de
não dar lembrancinhas ou presentinhos (OMIYAGE) compostos
por quatro unidades ou quatro peças.
* Além do número quatro, alguns outros números também são
"discriminados". Por exemplo, em muitos hospitais evita-se
usar leitos como os seguintes números:
- 9 devido a sua pronúncia (ku) ser parecida com a de outra
palavra que significa dor ou preocupação.
- 42 que se pronunciado separadamente (shi-ni) significa
morrer.
- 420 que, também se pronunciado separadamente (shi-ni- rei)
significa espírito.
Também é comum encontrar no mesmo andar de um prédio os
apartamentos 201, 202, 203, 205, 206... consecutivamente.
* No Japão acredita-se que pisar nas bordas do tatami traz
má sorte.
Etiqueta5
Gestos e cumprimentos
O cumprimento é feito através de uma reverência, onde a
pessoa inclina-se para frente; seu grau de inclinação
depende da situação do momento e do grau de relação entre as
pessoas envolvidas. Este gesto é chamado "odigi" e significa
respeito e afeição. Cumprimentar é um hábito muito apreciado
que os japoneses fazem questão de cultivar.
Cumprimentos básicos:
Ohayo gozaimasu = Bom dia
Konnichiwa = Boa tarde
Kombanwa = Boa noite
Oyasuminasai = Boa noite (quando irá dormir ou quando se
despede de alguém à noite)
Sayonara = Até logo, adeus
Hajimemashite = Muito prazer
Ogenki desu ka = Como vai?
Outras palavras importantes:
Arigatô gozaimasu = obrigado(a)
Iie doo itashimashite = por nada, não há de quê
Sumimasen = desculpas, por favor. Utilizado quando se pede
desculpas, ou quando irá pedir um favor, informação a
alguém.
Shitsurei shimasu = com licença, quando pedir licença para
passar, para entrar na casa ou escritório de alguém, também
quando você se retira de algum local antes que outras
pessoas.
Gomenkudasai ou gomen nasai = me desculpe
Hai = sim
Irashaimassê = seja bem vindo
Ao dirigir a palavra a outra pessoa:
Sama ou San
Quando for falar com outra pessoa, sempre chamá-la pelo
sobrenome, seguido de "san" ou "sama"(forma polida) que quer
dizer senhor, senhora ou senhorita. Somente chamar pelo nome
ou apelido quando esta pessoa autorizar para tal.
No caso de pessoas que você não saiba o nome, quando pedir
alguma informação, dizer "sumimasem" (por favor) seguido da
pergunta.
Na empresa, quando se trata de superiores, chamá-lo pelo
cargo, por exemplo : Sr. Presidente = shatyô-sama.
Etiqueta à mesa
Antes de começar a refeição, todos dizem "itadakimasu" e ao
terminar dizem "gochiso sama". São frases que expressam
apreciação e agradecimento pela refeição.
Geralmente os japoneses comem com pauzinhos (hashi ou ohashi).
A tigela de arroz é colocada à sua esquerda e a de sopa à
direita, e os hashi são colocados em frente a elas, na
horizontal.
O correto é segurar o hashi com a mão direita e usar a
esquerda para levantar as tigelas de arroz e de sopa para
comer, podendo beber a sopa diretamente da tigela. Já os
outros pratos e tigelas ficam sobre a mesa.
Quando houver pratos que serão degustados por todos, terá um
talher ou hashi para cada prato, onde você irá utilizá-lo
para se servir.
Quando não houver talher ou hashi, deverá se servir
utilizando seu próprio hashi do lado oposto ao que você está
comendo, mas dependendo do prato, seu hashi poderá ficar
sujo, então poderá ser pedido um talher ou hashi para o
prato, ou se estiver entre amigos ou pessoas mais íntimas,
poderá dizer para não se importarem e se servirem com o
próprio hashi, sem precisar utilizá-lo ao contrário.
Enquanto estiver comendo o arroz, e quiser pausar, deverá
deixar o hashi em cima da tigela na horizontal ou sobre
hashioki (descanso de hashi). Não espete o hashi no arroz,
isto significa arroz servido em velório.
Quando os japoneses tomam sopa, é costume fazer barulho com
a boca, dizem que é demonstração de apreciação ao prato.
Geralmente em restaurantes, antes de se servir, é oferecido
um oshibori (toalhinha úmida para limpar as mãos). É falta
de etiqueta limpar o rosto, o pescoço, etc...
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Teatro de Kabuki6
Kabuki é uma das formas mais representativas das artes
teatrais japonesas. Seu inicio remonta a ultima parte do
século dezesseis e graças a uma evolução contínua e
extensiva foi aperfeiçoado até atingir o atual estado de
refinamento clássico. Embora não desfrute do mesmo esplendor
de antanho, o teatro Kabuki goza de uma ampla popularidade
no seio do povo, atraindo, ainda nos dias de hoje, um grande
auditório.
Durante o período geralmente chamado de Era Yedo, no curso
do qual teve lugar o desenvolvimento do Kabuki, foi
observada mais rigidamente a distinção entre casta guerreira
e a plebe do que nos noutros tempos da historia japonesa. A
arte do Kabuki foi cultivada principalmente pelos mercadores
daquela época. Estes se haviam tornado, cada vez mais fortes
sob o ponto de vista econômico, mas tiveram de continuar em
situação de inferioridade social porque pertenciam à classe
plebéia. Para eles, Kabuki foi, quiçá, significante como
meio artístico para manifestar suas emoções sujeitas a tais
condições. Assim, os temas fundamentais do teatro Kabuki são
conflitos entre a humanidade e o sistema feudal. Graças
principalmente a esta qualidade humanística, obteve o teatro
em questão uma popularidade tão duradoura no seio do publico
em geral daquela época e assim permanece até hoje.
O sentido etimológico da palavra "Kabuki" é "oblíquo".
Posteriormente, chegou a ser usada para indicar qualquer
inclinação acentuada para certos gostos. O que se conhecia
como drama Kabuki era sua forma mais antiga, uma espécie de
drama ligeiro em que os principais personagens eram cantores
e dançarinas.
Para a época tal fato constituía um notável empreendimento,
com sua arrojada representação e suas danças enfaticamente
sensuais. Daí, o público lhe ter dado o nome de dança Kabuki,
em seu sentido original "Excêntrico", desempenhou um papel
essencial como uma sub-corrente sempre influente através do
desenvolvimento da arte dramática do Kabuki.
A única característica da arte Kabuki, e talvez a mais
significativa na conservação do invulgar espírito Kabuki é o
fato de que não utiliza, absolutamente, qualquer atriz.
Todos os papéis femininos são representados por elementos
masculinos conhecidos como "onnagata". Como foi mencionado
acima, os atores do drama Kabuki, em seu estado primitivo,
eram principalmente mulheres, e a maioria dos espectadores
naquela época estava realmente mais interessada na beleza
das atrizes do que nas suas representações no palco. Com a
crescente popularidade do Kabuki, muitas das atrizes
começaram a despertar atenção indevida dos admiradores
masculinos. As autoridades compreenderam que tal situação
acabaria com uma séria desmoralização do público e em 1629
foi oficialmente proibida a apresentação de mulheres em
palcos teatrais.
Taikô - Tambores7
A palavra taiko tanto pode definir a música de percussão
executada com tambores quanto o instrumentos em si. Presente
na história da música japonesa há pelo menos 1.500 anos,
antigamente o tambor era considerado um dos símbolos da
comunidade rural, pois se dizia que o limite da aldeia era
determinada não só geograficamente, mas também pela
distancia que o som da batida era ouvido.
Também chamado de tambor japonês ou percussão tradicional
japonesa, o taikô é usado normalmente em cerimônias
religiosas (mais nos festivais shintô do que budistas),
festividades (matsuri) e shows artísticos. Coberto por uma
superfície de membrana animal, ele pode ser encontrado em
diversas formas e tamanhos. O chodô-daiko por exemplo,
possui 1,50 metros de diâmetro.
Uma característica do taiko japonês é a seqüência de notas.
Seu som é completamente diferente de uma bateria, pois sua
afinação constante propõe ao ouvinte uma participação
singular em que ritmo, intensidade e coreografia criam a
cada peça uma experiência única.
O Taiko requer do músico disciplina, concentração e
excelente preparo físico. Até recentemente foi uma arte
reservada aos homens mas agora mulheres também participam do
grupo de taiko.
Katana8
Vida e morte separada por um fio de Katana
Katana (a espada japonesa) é o mais nobre dos instrumentos
guerreiros e antigamente só podia ser manejada pelo samurai,
sendo proibido seu uso pelos mercadores e camponeses. Ela
ficava presa à cintura, do lado esquerdo do corpo, com o
corte virado para cima. Geralmente usava-se um par de
espadas, o daishô (pequena e grande) - uma com 60 a 90 cm de
comprimento (katana) e a outra de 30 a 60 cm (wakizaki).
"Um fio tão delicado como uma navalha, tão forte como a
quilha de um arado", é a definição do katana feita por
Laerte Ottaiano, especialista brasileiro em espada japonesa.
Não só a lâmina, o acabamento também tinha que atingir a
perfeição, através da habilidade dos ferreiros e dos
laqueadores.
A empunhadura e a bainha (saya) eram cobertas e decoradas
com desenhos sofisticados. Entre a lâmina e o cabo ficava a
guarda (tsuba) para aparar os golpes e proteger as mãos. A
partir do século XVI passaram a ser feitas por artesãos
especializados e também se transformaram em objetos de arte.
As tsubas geralmente tinham uma abertura central que unia a
lâmina com a empunhadura. Outras tinham mais duas aberturas
para o kazuka (empunhadura do kogatana, pequena faca) e o
kogai que se acredita, originalmente teria sido usado para
arrumar o cabelo sob o elmo.
A fabricação dessa arma sempre foi um segredo de cada
artista. Geralmente, além do processo de purificação do
minério de ferro, o material era temperado com dois ou três
metais para produzir uma lâmina super-resistente.
A espada japonesa tem a forma elegantemente curva desde o
período Heian (794-1191) e, por séculos, foi a principal
arma de luta. Com a introdução das armas de fogo no século
XVI, pouco a pouco ela foi se restringindo aos eventos
cerimoniais.
Com o desaparecimento da classe samurai, a partir da
restauração do poder imperial (1868), as espadas se
transformaram em objeto de arte sendo disputadas por
colecionadores, mas o código moral dos samurais (Bushidô)
continua vivo na maneira de agir e pensar dos nipônicos. O
Bushidô baseava-se, fundamentalmente, no cultivo das
virtudes marciais, na demonstração de absoluta indiferença à
morte e à dor e na dedicação e lealdade ao seu senhor. "A
vida e a morte estavam separadas pelo fio da katana, assim
como viver e morrer são inseparáveis e inevitáveis", escreve
Laerte Ottaiano.
Os principais preceitos éticos desse código eram: retidão ou
justiça, guiri (tem sentido de dever, obrigação. Fala-se,
por exemplo, guiri que se deve aos pais, aos superiores, aos
inferiores, aos parentes e amigos), coragem, benevolência,
polidez, veracidade, sinceridade, honra, dever e lealdade.
A Lenda do Hyoku9
Segundo uma lenda milenar existiu um espécie de pássaro
muito especial no Japão que se chamava Hyoku. Os antigos
guardavam sua história como uma verdadeira lição para os
homens de qualquer época.
E, segundo essa lenda, o Hyoku era um pássaro que nascia
apenas com uma asa. Assim, desde o instante do seu
nascimento, ele buscava encontrar sua outra metade para
unir-se a ela, se completando para conseguir sua realização
de pássaro: Voar.
Porque enquanto ele não encontrava sua metade, ele não
chegava a ser efetivamente um pássaro, apenas meio. A lenda
de Hyoku traz, por isso uma lição profunda para todos nós:
“A de que um ser só é completo, quando é metade de alguém”.
Pena que ao contrário do Hyoku, muitas pessoas ao invés de
buscar a metade que as realize, acabam na ilusão do poder,
do egoísmo, do egocentrismo reduzindo sua vida ao meio.
Incapazes de se darem a alguém, não conseguem nunca se
completar como seres humanos de fato. Passam pela vida sendo
apenas metade de gente.
Ditado inca " Existem três caminhos: o certo, o errado e o
do coração. O caminho certo nem sempre é o certo;
O caminho errado nem sempre é o errado;
O caminho do coração é sempre o caminho do coração".
Portanto siga seu coração.
Geisha10
A sociedade geisha pode não representar o retrato fiel
da cultura japonesa, contudo seu entendimento nos ajuda a
compreender melhor os traços do universo nipônico, tais como
o entretenimento dos japoneses, a percepção que a cultura
japonesa tem dos papéis das geishas e das esposas japonesas,
e até mesmo a função social de entretenimento desse grupo de
mulheres. O esforço se dará no sentido de trazer à tona
elementos do mundo das geishas que se relacionem com a
cultura japonesa em geral.
O universo das gueixas confunde-se com o universo das artes
- seja a arte do canto, da dança, da conversa ou da sedução;
a própria palavra "gueixa", aliás, pode ser traduzida como
"pessoa que vive da arte".
A imagem dessas mulheres, maquiadas de branco e vestidas em
belos quimonos, sempre fascinou o Ocidente. E exemplos desse
deslumbramento não faltam, tanto no cinema como na
literatura: um dos projetos de Steven Spielberg é
transformar em filme "Memórias de uma Gueixa", livro do
também norte-americano Arthur Golden.
Mas essa visão cheia de glamour não ajuda a revelar quem
realmente são e o que fazem as gueixas. Fora do Japão é
comum que elas sejam vistas como prostitutas de luxo,
equívoco que explica ao mesmo tempo o preconceito e o
romantismo que as cercam.
Ao contrário do que muitos imaginam, um cliente que paga
pelos serviços de uma gueixa muitas vezes não recebe sexo em
troca.
E quando isso acontece, é uma decisão que cabe quase sempre
à própria gueixa. Hoje, a maior parte desses clientes são
homens mais velhos, que sabem apreciar as artes tradicionais
do Japão (que incluem canto e dança), além do jogo teatral
que envolve esse universo. "As gueixas são como atrizes",
diz a escritora e editora britânica Lucy Moss, que viveu no
Japão entre 1994 e 1999. "Elas vendem aos seus clientes o
sonho de uma mulher perfeita, e fazem com que eles se sintam
atraentes e importantes".
Para se tornar uma gueixa, são necessários vários anos de um
rigoroso aprendizado que começa na adolescência, geralmente
entre 13 e 15 anos - antigamente, esse treinamento se
iniciava já na infância.
Até a 2ª Guerra Mundial, não era raro que as famílias pobres
do Japão vendessem suas filhas para prostíbulos, para
reduzir o número de bocas a alimentar em meio à miséria em
que viviam.
Mas se essas meninas fossem consideradas bonitas ou
inteligentes, poderiam ter a chance de se tornarem gueixas.
"Elas são fundamentais na história cultural do Japão",
afirma Lucy Moss. "As gueixas mantêm vivas as artes
tradicionais do país, que não existem mais no dia-a-dia",
concorda a socióloga japonesa Miho Naganuma, que trabalha no
Museu de Imigração Japonesa de São Paulo.
Entretenimento para a elite.
Conhecer uma gueixa, porém, é privilégio para poucos.
Em geral, seus clientes são formados por grandes
empresários, políticos de peso, membros da yakuza (a máfia
japonesa) e artistas famosos.
E não basta ter muito dinheiro; para entrar nesse círculo
seleto, é preciso ser apresentado por outro cliente mais
antigo. "As gueixas oferecem entretenimento e arte para a
elite japonesa.
Quando presidentes e diretores de grandes corporações
desejam receber bem seus convidados, seus parceiros de
negócios, é comum levá-los às casas de chá (ocha-ya)", conta
Luiz Massahiro Hanada, ex-secretário-geral da Aliança
Cultural Brasil-Japão.
Mas esse universo, que ainda hoje é cercado de mistério,
pode estar em extinção.
No início do século, havia cerca de 80 mil gueixas no Japão.
Hoje, estima-se que sejam apenas dois mil. Ironicamente, a
influência do Ocidente (que tanto fascínio tem pelas
gueixas) é apontada como uma das causas do crescente
desinteresse dos japoneses pelas suas antigas tradições.
A casa das gueixas se chama oki-ya. Embora hoje nem todas as
gueixas vivam de fato no oki-ya, normalmente elas começam a
carreira morando nesse local. A okami-san, proprietária do
estabelecimento, é a responsável pelos negócios e pela
formação das gueixas. Ao mesmo tempo em que é a autoridade
da casa, atua como uma espécie de segunda mãe para elas. Em
geral, a própria okami-san é uma ex-gueixa.
Os bairros onde as gueixas moram são conhecidos como
hanamachi, e os principais bairros estão localizados nas
cidades de Kyoto e Tokyo. Uma gueixa iniciante é chamada de
maiko - embora também exista a denominação tamago para as
aprendizes mais novas.
Antigamente, não era raro as famílias pobres do Japão
venderem suas filhas para bordéis, com o objetivo de reduzir
o número de bocas para alimentar. Se essas crianças fossem
consideradas bonitas ou muito inteligentes, poderiam ser
treinadas para se tornarem gueixas, tendo acesso a uma
formação privilegiada.
Hoje, as poucas jovens que ingressam numa oki-ya o fazem por
livre e espontânea vontade, muitas vezes atraídas por uma
visão romantizada da profissão ou pelo amor pelas artes
tradicionais do país.
A vida de uma aprendiz é muito dura. Inicialmente, antes de
se tornar maiko, ela fica encarregada dos afazeres
domésticos (limpeza e organização do oki-ya), e precisa se
submeter a vários anos de rigoroso aprendizado, em que
aprende a dançar, cantar e tocar instrumentos (como o
shamisen, tradicional instrumento de cordas japonês). Além
dessas habilidades, a formação de uma gueixa também pode
incluir as artes da caligrafia, da pintura e da cerimônia do
chá.
A Bandeira do Japão11
Bandeiras que representavam o símbolo solar eram utilizadas
por alguns clãs mais importantes no Japão antigo. Um
registro dessas bandeiras aparece em anais escritos cerca de
600 anos atrás.
A bandeira como aparece, foi surgida como uma insígnia
nacional por Lorde Nariakira Shimazu, chefe do poderoso clã
Satsuma do Japão meridional.
A bandeira do Sol foi apresentada como símbolo da nação,
inicialmente em 1860, por ocasião da viagem da primeira
delegação diplomática enviada pelo Governo Japonês aos
Estados Unidos.
Em 1872, a Hi-no-maru (Bandeira do Sol) foi utilizada pela
primeira vez numa cerimônia nacional, na inauguração da
primeira ferrovia do Japão, pelo imperador Meiji.
Fonte: ASEBEX (Almanaque do Bolsista 2001)
A história dos 47 ronins12
Este é um celebre caso que retrata de forma peculiar os
extremos a que chegam os samurais para cumprir com as suas
funções e obedecer rigidamente os seus princípios éticos.
Essa história ficou imortalizada; é muito conhecida pelo
povo japonês. Ainda hoje é contada em diversas formas e
versões, incluindo teatro, cinema, televisão, literatura e
teatro de marionetes. O teatro Kabuki tem essa história como
tema em uma de suas mais famosas peças, assim como o Bunraku
(teatro de bonecos).
Resumidamente, o que aconteceu foi o seguinte:
Em 1701, Asano Naganori, do feudo de Akô, fica encarregado
de importante trabalho ordenado pelo Xogun. Para desempenhar
esse trabalho, Asano fica sob as ordens de um importante
funcionários do Xogun, Kira Kozukenosuke. Conta-se que algo
deixou Asano profundamente ofendido com Kira, provavelmente
porque este não lhe recompensara devidamente pelos seus
serviços. Assim, Asano atacou Kira e o feriu, mas não chegou
a matá-lo devido à intervenção de terceiros. Segundo as leis
que regiam a época, era considerado grave delito contra a
autoridade desembainhar a espada em recinto imperial. Assim
Asano recebe do Xogun uma notificação de que ele devia
praticar o harakiri, para pagar pelo seu crime. Sem
questionar mais nada, o senhor de Akô pratica o seppuku.
Diante dessa situação, os seus vassalos ficam revoltados.
Inicialmente, fizeram de tudo para que o feudo de Akô não
fosse confiscado, coisa que geralmente acontecia nesses
casos, passando a chefia do clã ao irmão mais novo de Asano.
Mesmo assim, o xogun acaba decretando o confisco das terras
de Akô. Com isso, todos os vassalos de Asano tornam-se ronin
(samurais sem senhor para servir, desempregados). Um grupo
desses samurais, exatamente 47, jura vingar o seu
senhor. A princípio usaram a tática de iludir o inimigo,
fazendo de tudo para que achassem que eles não estavam nem
um pouco preocupados com a tragédia, e desejavam apenas
esquecer o caso e viver em paz. Assim, frequentaram
assíduamente bordéis e participaram de diversas "noitadas",
regadas com muito saquê.
O ataque se realizou no dia 14 de dezembro de 1702, uma fria
noite de inverno.
Os 47 ronin invadiram a residência de Kira e dominaram todos
os seus guardas, que haviam sido pegos de surpresa. Kira
havia se escondido, em vão, em um depósito de carvão.
Encontrado é morto, e sua cabeça é levada triunfalmente ao
túmulo de Asano, pelos seus antigos vassalos.
Depois da vingança, os 47 ronin se entregam ao xogun. Eles
ganham grande simpatia e aprovação públicas, e até mesmo no
xogunato surgem opiniões favoráveis à absolvição desses
bravos guerreiros, pois a vingança, nesses casos, é vista
como uma virtude pelos samurais. Apesar disso, havim violado
leis fundamentais do regime destinadas a manter a paz e a
ordem. Poucos meses depois eles recebem a ordem de se
suicidarem. Todos os 47 rounin praticam sem hesitar o
seppuku, incluindo Oishi Kuranosuke, o líder da revolta e
seu filho Chikara, de apenas 18 anos.
ANO DO DRAGÃO (Tatsudoshi)13
Pelo calendário chinês, 2000 será o ano do dragão, o
fabuloso monstro que há séculos vem povoando o imaginário de
pessoas de todas as idades no mundo inteiro. Influenciados
sob vários aspectos pela cultura chinesa, os japoneses
também adotaram o costume de atribuir a cada ano as
características de um dos 12 animais do zodíaco chinês, com
algumas adaptações.
Em japonês, o ano do dragão chama-se tatsudoshi. Existem na
astrologia chinesa 12 signos, identificados pelos nomes de
12 animais. Embora não se saiba ao certo por que foram
escolhidos precisamente esses 12 animais, diz uma lenda que,
em um certo Ano Novo, Buda convidou todos os animais do
reino a irem a seu encontro. Por motivos ignorados, apenas
12 compareceram.
O primeiro a chegar foi o rato, seguido do boi, tigre,
coelho, dragão, serpente, cavalo, carneiro, macaco, galo,
cão e javali. Como forma de agradecer aos animais que
atenderam a seu convite, Buda decidiu atribuir aos anos o
nome de cada um deles, e aqueles que nascessem durante um
determinado ano herdariam algo da personalidade do animal
correspondente.
Além dos 12 signos do Zodíaco chinês, há ainda cinco
elementos - metal, água, madeira, fogo e terra - que exercem
influência sobre os signos, acentuando suas características.
Uma pessoa nascida em ano do dragão é tida como dotada de
forte personalidade. Tem carisma, é inteligente,
determinada, autoconfiante, defende suas próprias opiniões e
pode assumir controle e lidar bem com qualquer tipo de
problema.
Por sua personalidade dominante, chega às vezes a ser
ditatorial. Não gosta de ouvir conselhos alheios, é muito
arrogante, tem pouca paciência. Raramente concorda com os
mais velhos, é seco e direto.
Pesando os prós e contras, o dragão é visto geralmente como
o mais desejável dos signos.
Segundo dizem, quem nasce em ano de dragão é talhado para o
sucesso e a prosperidade. Os chineses levam tão a sério esta
profecia que, em anos de dragão, a taxa de natalidade
costuma subir na China.
Provérbios:
Ryû no hige o Ari ga nerau : A formiga que encara o dragão.
Metáfora do mais fraco que, sem consciência de sua própria
limitação, tenta opor-se ao mais forte.
Ryû wa issun nishite shôten o ki ari : O gênio se manifesta
já na infância.
Garyô tensei : Literalmente, "finalizar os olhos da pintura
de um dragão". Refere-se genericamente ao toque final que
falta para a conclusão de uma coisa.
Tôryûmon : Porta de entrada para o sucesso.
Ryûtô dabi : "Cabeça de dragão, cauda de serpente". Uma
coisa que começa com todo vigor, mas não dura muito (assim
como o dragão, cuja cabeça impressiona, mas a cauda nem
tanto).
YAKUZA, O Crime Organizado Japonês14
O crime organizado no Japão é conhecido genericamente como
Yakuza. O termo provém da leitura dos números 8 (ya), 9 (ku)
e 3 (sa), que formam a pior combinação possível de cartas
num certo jogo de baralho. O jogador que tira estas três
cartas não marca ponto algum, ou seja, fica com algo
completamente inútil nas mãos. Por extensão, o termo Yakuza
passou a ser utilizado para se referir genericamente aos
párias, aos indivíduos considerados "inúteis" para a
sociedade. Estes incluíam pessoas como profissionais de
jogos de azar, guerreiros renegados, bandidos errantes e
vendedores ambulantes que tentam ludibriar seus fregueses.
A imagem do Yakuza faz parte da cultura popular japonesa
desde pelo menos o século 17.
É, portanto, uma instituição mais antiga que a Máfia
Siciliana e outras organizações criminosas internacionais.
Assim como a máfia e outras organizações do submundo, o
Yakuza segue uma estrutura hierárquica de clãs e famílias.
No caso japonês, uma característica distintiva é o
relacionamento do tipo oyabun-kobun (pais e filhos) que se
estabelece entre chefes das gangues e seus subordinados.
Aqueles oferecem proteção e orientação, estes retribuem com
obediência e lealdade.
Não há estimativas recentes sobre o número de membros do
Yakuza. Em 1988, a Agência de Polícia Nacional (NPA) estimou
que havia no país cerca de 3.400 grupos de crime organizado,
reunindo aproximadamente 100.000 pessoas. Os três maiores
grupos são o Yamaguchi-gumi, Sumiyoshi Rengo-kai e o
Inagawa-kai.
Ainda segundo a NPA, em 1989 o crime organizado japonês
faturou pelo menos 1,3 trilhão de ienes (mais de US$ 12
bilhões pelo câmbio atual). Este dinheiro provém de
atividades ilegais como tráfico de drogas, contrabando de
armas, extorsão, agiotagem, controle de jogos de azar e
prostituição.
O crime organizado também atua no mercado de ações e de
imóveis, operando com uma estrutura de causar inveja às
grandes corporações.
Fonte: São Paulo Shimbun 16/03/2000
O kimono15
O Kimono é a roupa tradicional japonesa, sendo usada
atualmente em ocasiões solenes.
Alguns acham pouco prático, mas tem a vantagem de conferir a
quem o usa um porte gracioso e elegante.
Roupa interior longa chamada nagadjuban, vestida sob o
kimono e sobre a roupa íntima comum.
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O furissode é um kimono a rigor que tem mangas largas e
longas e usado por mulheres solteiras. As mulheres casadas
usam o tomessode com mangas comuns. O obiaghê dá sustentação ao obi. O obi é uma cinta usada sobre o kimono O obidjime mantém o obi na posição certa. As mangas largas são chamadas tamoto. |
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O tecido usado é a seda, com stampas coloridas |
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Os kimonos masculinos são principalmente pretos |
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| Montsuki ou haori, casaco três-quartos adornado com o emblema da família. | |
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1- Mon, emblema de família 2- Sensu, ou leque 3- Hakama, peça semelhante ao culote, vestida sobre o kimono 4- O obi é feito de material rígido (kaku-obi ) ou flexível (heko-obi) o traje em 1º plano é a rigor, o traje em 2º plano é menos formal |
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Há vários tipos diferentes de kimono para uso em horas e
ocasiões diferentes.
Os kimonos femininos contam com o furissode e o tomessode
(rigor), o hoomonghi (passeio), o tsukessaghe e o
komon.
Os kimonos masculinos compreendem o montsuki hakama para
ocasiões solenes e o haori como traje de passeio. Há também
o yukata, usado tanto por homens quanto por mulheres em
casa, no ryokan ou em festas locais.
Além destes existem os Gi (literalmente: "roupa"). Existem
Gi de Aikido (aikido-gi), GI de karatê (karate-gi) GI de
Judô (judo-gi) etc. Cada um desses GI possuem particulares
em função da arte marcial a que se destina. Por exemplo, a
parte de cima do Gi de Judô é semelhante a do Karatê, mas é
bem mais reforçada para suportar os puxões que existem no
Judô.De modo geral, no Brasil, as pessoas denominam as
roupas destas artes marciais japonesas de Kimono (kimono de
karatê, kimono de judô, etc.), mas no Japão o mais comum é
usar-se a denominação GI.
A hakama usada no Aikido possui pequenas diferenças em
relação as hakamas do kendo, kyudo ou iaido. Isso se dá em
função da natureza destas atividades, influenciando
inclusive a maneira de como se fixa/amarra a hakama à
cintura. Entretanto, de modo geral, as hakamas podem ser
consideradas bastante semelhantes. Podem ser brancas,
cinzas, pretas, azuis, marrons, com listras, etc.
No Aikido, de modo geral usa-se o conjunto Gi branco e
Hakama preta ou azul marinho, entretanto existem grupos que
usam hakama branco ou cinza.
No Iaido a cor da hakama pode variar bastante, mas o usual é
Gi preto/azul marinho e hakama preta/azul marinho para os
homens e Gi branco e hakama preta/azul marinho para as
mulheres. O conjunto Gi branco e hakama branca podem sser
usados por ambos os sexos.
No Jodo, de modo geral adota-se hakama e gi pretos/azul
marinho tanto para homens como para mulheres. Apesar das
informações acima serem as mais usuais no Japão, não
significa que o uso da hakama seja sempre do modo exposto.
Podem existir variações aceitáveis.
Nota: As figuras e parte do texto são originários do livro
Por Dentro do Japão – Cultura e Costumes, 1991, Japan Travel
Bureau

